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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Desafios à vencer na busca pela aprendizagem significativa

Como promover uma aprendizagem realmente significativa? Como ensinar a pescar ao invés de dar o peixe? Como ensinar que os erros são a base da aprendizagem? São desafios que o professor-tutor, tanto da educação presencial, semi-presencial e à distância, precisam enfrentar na busca pela promoção da aprendizagem significativa. 
Antes de mais nada, o professor-tutor precisa compreender e vencer algumas barreiras, representadas por crenças que ganharam força ao longo do tempo. Segundo Santos (2011), algumas dessas crenças são:

Crença 1: "Preciso arrumar o conteúdo para que o aluno aprenda". 
Não é verdade, o professor- tutor precisa se livrar desta crença, pois impede que o mesmo confie na capacidade do seu aluno de organizar sua própria aprendizagem. A neurociência já nos comprovou que o cérebro aprende de forma caótica e desorganizada, portanto, é preciso que deixemos nossos alunos desafiar o próprio cérebro. O desafio do professor-tutor não é organizar os estudos dos seus alunos, mas o de desafiá-lo a encontrar a melhor maneira de organização, pois cada indivíduo aprende de maneira diferente.
Crença 2: "Construir conhecimento dá muito trabalho".
Acreditar nesta crença, mesmo que disfarçadamente, faz com que o professor-tutor mantenha o estilo tradicional de ensino, acreditando que, na prática, não vai dar conta dos novos paradigmas, impedindo-o de tentar e confiar em seu aluno durante a construção do conhecimento.
Crença 3: "Isso tudo é muito bonito, mas na prática a teoria é outra".
Acreditar nisso é desculpa para correr do desafio de mudar a realidade, é medo do desconhecido. Devemos utilizar, durante a busca por mudança, o que temos. E o que temos? Com certeza não é um modelo de aprendizagem comportamental. Estamos vivendo num tempo que nos exige criar, simplificar, analisar, reinventar, transformar. Aprendizagem passiva é coisa do passado.
Crença 4: " E a bagunça, quem controla?".
Como já disse antes, aprendizagem passiva é coisa do passado, é preciso destruir esse mito da passividade, a aprendizagem só ocorre com ações, movimento, interações. Para isso, é preciso bagunça, conversa, agito. O silêncio não aprende, não educa, e dá sono. 
Assim, vencer as crenças apresentadas é condição necessária na busca por aprendizagem significativa, precisamos, à partir daí, renovar o olhar para o caos, enxergando, através dele, novos caminhos, novas possibilidades, novas idéias. 
Para finalizar, acreditamos que, mais importante que mudar a forma de aprendizagem que irá aplicar aos seus alunos é se auto-avaliar, auto conhecer-se e descobrir se, antes de qualquer coisa, estou eu (professor-tutor), preparado para essas mudanças, perguntando-se sempre: "Que posso fazer para minha auto-aprendizagem? Preciso mudar também? Em que?"

Reflita!!!!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Qual seria a formação do tutor? Trecho do artigo " A importância do Tutor no Processo de Aprendizagem a Distância " de Regina Barros Leal, publicado na Revista Iberoamericana de Educación ( ISSN: 1681-5653)

        A nosso juízo, o tutor teria uma formação acadêmica definida por sua experiência em educação, sua titulação acadêmica, seu conhecimento didático-pedagógico. Talvez seja imprescindível que tenha experiência no ensino presencial. Quem sabe, assim poderia compreender a diversidade dos sujeitos  e a complexidade e singularidade do processo de aprendizagem e as diferentes teorias.Além desse perfil, um tutor teria que entender o encantamento do processo de aprendizagem para se apaixonar por sua atividade docente, principalmente pela distância real de contatos presenciais. EAD não se limita a um processo informativo.
        Toda e qualquer experiência pedagógica não prescinde de um processo metodológico que a coloca em movimento, ao qual subjaz uma concepção que se objetiva em um plano, um método, porém, não se reduz a ele ( ao processo metodológico). O que garante a qualidade de um processo de  trabalho de caráter pedagógico é a congruência entre seus elementos: concepção, conhecimento específico e organização didático-metodológica.
       Entretanto, pensamos que é importante refletir e discutir mais profundamente sobre o método, as estratégias que conduzem ao debate criativo.Essa questão também nos remete  ao conceito de Poiesis como ato criativo (mesma raiz de "poesia "); a vida é autopoiética, ela cria, ela inventa e reinventa a si própria. Alguém poderia perguntar: Mas o que tem isso a ver com EaD? Eu diria, sem me arvorar de nenhuma certeza, talvez essa seja uma reflexão  necessária para não perdermos de vista os caminhos para reivenção.
      Qual é, em essência na visão acadêmica, o papel do Tutor? Seria um Tutor/professor/andragogo com competência para organizar pesquisas criativas, situações provocativas do ato criador nesse universo de possibilidades que é a EAD. Muitas  são as denominações.Mas a todo custo devemos evitar a formação de um Tutor que reproduza a fragmentação do saber, a cultura de lotes de conhecimento. É fundamental garantirrmos uma formação que sustente a compreensão da prática educativa em que seus elementos fundantes se inspirem numa concepção do belo, da unicidade, da estética, das possibilidades circunscritas na relação educardor-educando baseada no diálogo, no encontro com o outro. Por ser diferente, ensino a distância exige habilidades diferenciadas, principalmente com a introdução de novas tecnologias. É um sistema peculiar de educação, daí a necessidade de uma sólida formação acadêmica.
      E sobre a relação tutor-aluno ? Ambos são protagonistas. Uma proposta de ensino que estabeleça em seu cerne, uma separação entre educador educando, já indica um caminho autoritário, linear.Daí, o desafio permanente da EAD.
      Chamamos aetnção para uma reflexão que nos parece interessante. Não seria cabível discutir outro paradigma? Pensamos em um modelo de EAD que contemplasse o papel do tutor como um professor, que mesmo a distância não estivesse distante de seus alunos. Um tutor presente no processo : relatando experiências, conferenciando, orientando leituras, pesquisas, compartilhando com os alunos estratégias de ensino, escolhendo com alunos material de pesquisa, temas para debates  no fórum, construindo conhecimento. Entretanto os tutores teriam monitores. Alunos que podem assumir algumas atividades a distância, que colaborassem com o Tutor e, nesse contexto, as escolhas, aos diálogos  entre alunos e monitores e Tutor fortaleceria, quem sabe, a a atividade acadêmica. Juntos, tutores, monitores e alunos, poderiam apresentar sugestões temáticas, metodológicas e operacionais no sentido de fortalecer  o processo participativo.
       Nesse modelo poderíamos criar uma forte motivação para os alunos que expressassem interesse na EAD e estaríamos preparando também, ao longo do processo, futuros tutores. Seria um modelo similar ao sistema de monitoria da universidade no ensino presencial.
        Enfim, as questões expressas no texto refletem a nossa preocupação com relação à formação do Tutor. Foi nossa  intenção instigar reflexões mesmo que também estejam presentes no ensino presencial. Nossa crença é que a EAD, é diferenciada em seus meios mas não se desvencilha, em sua essência, das dimensões presentes no processo educativo. Dessa forma, reafirmamos que " a pedagogia de possibilidades cria um espaço fecundo, poque é trabalhando com as  as possibilidades que revelamos nossa crença nas pessoas, no potencial criativo (LEAL, 1997) .
     
    

sábado, 22 de outubro de 2011

Funções de um tutor ideal.

Vivemos hoje, em uma sociedade dominada por uma evolução para a qual não se encontrava preparada. Debord (1997) considera estar a humanidade vivendo a sociedade do espetáculo, aquela onde se troca o real pelo imaginário. Nesse cenário, onde a educação a distância avança como um carro desgovernado, surge a necessidade de uma nova pedagogia onde novos atores são necessários. Assim alguns pesquisadores buscam resposta sobre como seria a formação do tutor ideal para cursos ofertados na modalidade EAD (Educação à Distância).
Para saber mais sobre essa função (tutoria) recomendamos o vídeo http://www.youtube.com/watch?v=RA4Qx-tuL2o&feature=related

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

A PRÁTICA EM TUTORIA

A prática em tutoria tem mostrado que não basta o tutor dominar o conteúdo do estudo, mas deve possuir habilidade de comunicação, competência interpessoal, liderança, dinamismo, entusiasmo para estimular o acadêmico a buscar respostas e novas questões, levando-o a desenvolver o pensamento crítico, ter autonomia e tornar-se sujeito de sua aprendizagem. Conforme Oliveira (2003), num modelo de ensino baseado na mediação, aumenta e  muito a responsabilidade do tutor, pois para fazer a mediação  entre o conteúdo a ser conhecido e o estudante, o tutor terá que já ter construído o seu conhecimento.
O tutor, respeitando a autonomia da aprendizagem de cada cursista, estará constantemente orientando, dirigindo e supervisionando o processo de ensino-aprendizagem [...]. E por intermédio dele, também se garantirá a efetivação do curso em todos os níveis. (PRETTI, 2000, p.27)

                 A prática pedagógica na educação presencial ou na EaD é constituída por diferentes facetas, envolvendo na mesma preceitos teóricos e saberes e com o aumento das TICs , principalmente na EaD, houve uma ressignificação dessa prática e uma mudança no papel do professor/tutor.
              Pesquisas de Pallof e Pratt (2002) e outros autores mostram que o professor presencial vem ocupando o novo espaço de trabalho que surgiu com a EaD , porque há falta de profissionais especializados e porque é o professor presencial  que irá se capacitar para se tornar o tutor presencial ou eletrônico necessário para essa modalidade de ensino.Para que tal aconteça as características e funções do professor presencial são reproduzidas e adaptadas para a educação a distância.
           Conforme afirmam  Collins e Berge (1996), a tutoria na EaD é uma extensão da docência presencial, cabendo ao tutor tomar uma posição secundária, monitorar o processo, ajudar o aluno com as tecnologias disponíveis, ser o mediador do ensino aprendizagem e , ainda segundo as autoras, a prática pedagógica nessa modalidade pode ser classificada como atividades nas dimensões pedagógica, social, gerencial e técnica.
                                            “ Para as autoras, a dimensão pedagógica da prática contempla as funções do professor- tutor como um mediador pedagógico, um facilitador educacional, que focaliza as discussões em conceitos, habilidades e princípios críticos.A dimensão social reporta às funções de estabelecimento de um ambiente social amigável por meio da promoção de relações humanas, da valorização da contribuição dos alunos,[...].A dimensão gerencial, por sua vez envolve funções de planejamento e execução da agenda e do ritmo da aula eletrônica ou semi-presencial [...].Na dimensão técnica as autoras destacam a importância do professor-tutor sentir-se confortável e á vontade com a tecnologia utilizada e fazer com que os estudantes se sintam da mesma forma...”.(FERREIRA,2010 apud COLLINS e BERGE,1996,p.1).
            Dentro da formação específica de tutores eletrônicos em EAD devem estar incluídos os fundamentos, a metodologia e estrutura acerca dessa modalidade, afim de sustentar as bases pedagógicas da aprendizagem sobre o comportamento do acadêmico.
            O tutor deve também saber usar os procedimentos de investigação e confecção de materiais didáticos nas mais diferentes mídias, além de possuir capacidade para trabalhar em equipe, pois conforme Ibanez ( 1996 apud  Aretio, p.8) “ é importante bom relacionamento entre os tutores com os demais profissionais envolvidos com EAD para estabelecer reciprocidade nas atividades educativas.”
            O professor tutor é o mediador no processo de ensino aprendizagem onde o conhecimento é construído não só por meio da interação entre o sujeito e o objeto do conhecimento, mas especialmente por meio da interação sujeito-objeto e sujeito-sujeito, pois o tutor exercerá a mediação porque foi o sujeito do seu próprio conhecimento.
            Conforme Oliveira (2003), num modelo de ensino baseado na mediação, aumenta e  muito a responsabilidade do tutor, pois para fazer a mediação  entre o conteúdo a ser conhecido e o estudante, o tutor terá que já ter construído o seu conhecimento.
            O sistema de tutoria à distância e/ou presencial é de fundamental importância na EAD e de acordo com Brasil (2007):
         A tutoria à distância atua a partir da instituição, mediando o processo pedagógico junto aos professores geograficamente distantes e referenciados aos pólos descentralizados de apoio presencial. Sua principal atribuição é o esclarecimento de dúvidas através de fóruns de discussão pela internet, pelo telefone, participação em videoconferência entre outros, de acordo com o Projeto Pedagógico. (BRASIL: SEED, 2007, p. 21)
            Sobre a atuação dos tutores de sala no Sistema de Ensino Presencial Conectado (SEPC) da Unopar, (2010) é relatado:
Os tutores tanto eletrônicos como de sala, tem papel chave no processo educativo na educação à distância (Ead). Eles são profissionais que atuam na mediação das ações pedagógias  e de interação, entre professores, alunos e conteúdo. Além disso, devem atuar como facilitadores do processo de ensino-aprendizagem, buscando a concretização dos princípios de autonomia, responsabilidade, do aprendiz,  contribuindo para a constituição de espaços colaborativos de aprendizagem, no ambiente virtual. (UNOPAR, 2010, p. 62)
            Para desenvolver a modalidade Ead é necessário investir e desenvolver  sistemas tutoriais eficazes que apoiem e auxiliem o aluno em cada etapa do processo de ensino e para que isso ocorra, o tutor é o profissional responsável, pois conforme preconiza Ferreira e Rezende (2003), ele deve acompanhar, incentivar, orientar e estimular a aprendizagem autônoma do aluno, utilizando metodologias e meios adequados para facilitar a aprendizagem, por meio de diálogos, confrontos, discussão entre diferentes pontos de vista.

Ressignificando a prática pedagógica e o papel do professor-tutor na EaD

Sugerimos a leitura do artigo para melhor orientação sobre tutoria aos interessados nos cursos de EAD.

BOA LEITURA!!


Zeila Miranda Ferreira
Refletir sobre a prática pedagógica do professor-tutor em EaD, implica em entendê-la sob o ponto de vista do trabalho do professor e abordá-la sob a perspectiva da docência, como uma atividade educativa, "uma forma de trabalho, uma atividade técnica, produtiva, socialmente útil e transformadora, que promove o homem como ser social (PIMENTA, 1994, p.83).
Como tal, uma práxis que se concretiza no modo de pensar e fazer docente, no seu trabalho, tornando possível a produção do próprio professor, "como pessoa e como profissional pertencente a uma organização, a um coletivo, a uma categoria profissional, a uma classe social e a uma sociedade" (ibid). Desta perspectiva, a prática pedagógica envolve o conjunto de ações realizadas pelo professor no âmbito das suas funções de ensinar e de educar um grupo de alunos no contexto escolar. Como uma dimensão social da práxis, a prática pedagógica é dirigida por objetivos, finalidades e conhecimentos vinculados a uma ação social mais ampla, que age no contexto social com vista à sua transformação. É efetivada pelo docente a partir de intenções conscientes, articuladas entre si, numa relação entre teoria e prática que leva o educador a buscar condições propícias para a sua realização (ibidem).
Para Alarcão (1996, p.19), a prática é um conhecimento docente edificado na ação, na memória social, educativa, criativa, pessoal e construída. Um conhecimento que depende, entre outras coisas, da capacidade do professor "para apreciar o valor das suas decisões e as conseqüências que delas decorrem", em qualquer situação e ambiente de ensino e de aprendizagem. Nesta ótica de formação, a autora salienta a prática pedagógica como fonte de conhecimento, que se dá por meio da pesquisa e da reflexão,
como um momento privilegiado de integração de competências, como oportunidade para representar mentalmente a qualidade do produto final e apreciar a própria capacidade de agir, como tempo de clarificação do sentido das mensagens entre o formador e o formando, de diálogo com a própria ação e de aceitação dos desafios que esta coloca (ALARCÃO, 1996, p.19)
Considerada, pois, no campo da docência, a prática pedagógica, concretiza-se no cotidiano do processo educativo, tanto na modalidade presencial como à distância, sendo constituída por diferentes facetas, numa relação intrínseca com os preceitos teóricos e saberes que a orientam. A introdução progressiva das TIC na educação e EaD vem gerando mudanças nas especificidades da docência, que passa por alterações significativas da prática docente tanto na educação presencial como na modalidade a distância.
Pesquisas de Palloff e Pratt (2002) e outros indicam que a docência na modalidade a distância vem sendo vista como um novo espaço de trabalho para o professor da educação presencial, uma vez que muitos docentes vêm assumindo também o papel e as funções do professor em EaD. Assim, as características do papel e das funções do professor que atua na educação presencial, vêm sendo reproduzidas e/ou adaptadas por docentes que estão fazendo a "transição da sala de aula presencial" para a EaD virtual e/ou semipresencial (ibid., p.32).

Entretanto, "quando o lecionar e o aprender deixam a sala de aula convencional" muitas das práticas docentes precisam ser adaptadas ou transformadas para os novos contextos on-line e semipresenciais em EaD (ibid.,p. 40). Cabe ao professor "assumir uma posição secundária", guiar os estudantes ao longo do processo, monitorar e participar da discussão, incitar os estudantes a refletir acerca do material de que se dispõe, entre outras. Ainda, ajudar os alunos a se sentirem à vontade com a tecnologia disponível, definir com o grupo algumas metas, objetivos, resultados esperados, diretrizes iniciais "para a participação, com questões que estimulem a discussão e com tarefas que sejam completadas colaborativamente" (ibid., p.40).
Na mesma direção, Collins e Berge (1996) verificam que a prática pedagógica na EaD vem tornando-se uma extensão da docência: as experiências, os conhecimentos e saberes docentes, as atribuições assumidas pelo professor na educação presencial, tornam-se referências para aquele que vem propondo a atuar também como tutor na modalidade a distância. Nestas funções, as atribuições que constituem a prática docente na tutoria, vêm transitando de forma inseparável e entrelaçada, entre as diversas tarefas e papéis exigidos do professor-tutor Deste modo, a prática pedagógica em EaD, segundo classificação das autoras, abrange atividades docentes nas dimensões pedagógica, social, gerencial e técnica.

Artigo retirado do site www.artigonal.com.br

Elementos constitutivos do diálogo virtual em interações discursivas mediadas por um serviço de tutoria pela internet.

Clique no título para visualizar o texto.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Tutoria: Uma educação dialógica

Como sabemos, na educação à distância, diferentemente da educação presencial, temos outros atores além do professor e do aluno que participam ativamente do processo  ensino-aprendizagem, a estes chamamos docentes-tutores que, segundo Mill et al (2007), não são exatamente professores. Entre as diferentes denominações atribuídas a este docente, estão: tutor virtual, tutor eletrônico, tutor presencial, tutor de sala, tutor local orientador acadêmico, animador e diversas outras.
Uma vantagem da tutoria à distancia é a facilidade de contato, já que não precisam necessariamente, aluno e tutor estar no mesmo locar ou conectados ao mesmo tempo para que haja comunicação entre eles. Os tutores utilizam-se de diversas ferramentas como msn, yahoo, google talk, chat, fóruns de discussão para estabelecer o diálogo com seus alunos. Assim, durante o processo de tutoria, fundada na dialogia, percebe-se o crescente aumento na qualidade do ensino já que as atividades de ensino são estruturadas com o propósito de problematizar as dúvidas suscitadas pelos alunos em um serviço de atendimento pela internet.
Neste sentido todo discurso é constituído ou permeado pelo discurso do outro, que não necessariamente seja igual, pois podem ser discursos contrários, conflituosos, portanto, polifônicos, múltiplos. Isso significa que a importância está durante a apropriação e análise do discurso do outro elemento participante, retornando em forma de recriação, reinterpretação e reconstrução da idéia alheia, tornando-se própria e significativa no processo de ensino-aprendizagem dos autores (tutores e alunos).