Como promover uma aprendizagem realmente significativa? Como ensinar a pescar ao invés de dar o peixe? Como ensinar que os erros são a base da aprendizagem? São desafios que o professor-tutor, tanto da educação presencial, semi-presencial e à distância, precisam enfrentar na busca pela promoção da aprendizagem significativa.
Antes de mais nada, o professor-tutor precisa compreender e vencer algumas barreiras, representadas por crenças que ganharam força ao longo do tempo. Segundo Santos (2011), algumas dessas crenças são:
Crença 1: "Preciso arrumar o conteúdo para que o aluno aprenda".
Não é verdade, o professor- tutor precisa se livrar desta crença, pois impede que o mesmo confie na capacidade do seu aluno de organizar sua própria aprendizagem. A neurociência já nos comprovou que o cérebro aprende de forma caótica e desorganizada, portanto, é preciso que deixemos nossos alunos desafiar o próprio cérebro. O desafio do professor-tutor não é organizar os estudos dos seus alunos, mas o de desafiá-lo a encontrar a melhor maneira de organização, pois cada indivíduo aprende de maneira diferente.
Crença 2: "Construir conhecimento dá muito trabalho".
Acreditar nesta crença, mesmo que disfarçadamente, faz com que o professor-tutor mantenha o estilo tradicional de ensino, acreditando que, na prática, não vai dar conta dos novos paradigmas, impedindo-o de tentar e confiar em seu aluno durante a construção do conhecimento.
Crença 3: "Isso tudo é muito bonito, mas na prática a teoria é outra".
Acreditar nisso é desculpa para correr do desafio de mudar a realidade, é medo do desconhecido. Devemos utilizar, durante a busca por mudança, o que temos. E o que temos? Com certeza não é um modelo de aprendizagem comportamental. Estamos vivendo num tempo que nos exige criar, simplificar, analisar, reinventar, transformar. Aprendizagem passiva é coisa do passado.
Crença 4: " E a bagunça, quem controla?".
Como já disse antes, aprendizagem passiva é coisa do passado, é preciso destruir esse mito da passividade, a aprendizagem só ocorre com ações, movimento, interações. Para isso, é preciso bagunça, conversa, agito. O silêncio não aprende, não educa, e dá sono.
Assim, vencer as crenças apresentadas é condição necessária na busca por aprendizagem significativa, precisamos, à partir daí, renovar o olhar para o caos, enxergando, através dele, novos caminhos, novas possibilidades, novas idéias.
Para finalizar, acreditamos que, mais importante que mudar a forma de aprendizagem que irá aplicar aos seus alunos é se auto-avaliar, auto conhecer-se e descobrir se, antes de qualquer coisa, estou eu (professor-tutor), preparado para essas mudanças, perguntando-se sempre: "Que posso fazer para minha auto-aprendizagem? Preciso mudar também? Em que?"
Reflita!!!!
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